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sexta-feira, 28 de junho de 2013

   Meus olhos refletidos no espelho do pó, enquanto retoco o rímel, lembram-me que os últimos dias foram difíceis. Eu já deveria estar acostumada com coisas desse tipo, sofrer, chorar, romper um romance, brigar com uma amiga, desistir de ler um livro, ir mal numa prova, coisa que já estou virando especialista. Porém dessa vez aparenta ser diferente, parece que nada irá mais se encaixar, e eu realmente tenho medo que isso acabe acontecendo. Porém eu me demonstro forte demais pra as pessoas, não sei o porque, e nem importa isso agora o que eu queria era saber o porque desta vez me magoou tanto, todos cobram de mim um perfeito sorriso, e eu dou um misero e falso riso. Poucos percebem há minha dor, e outros tentam descobri-la. Eu parei por um tempo de demonstrar o que eu sinto pelas pessoas, eu briguei com várias pessoas, perdi várias provas, chorei várias noites, e hoje estou aqui um pouco tanto louca falando com um espelho de pó, e toda essa dor não quer ir embora, talvez ele permaneça em mim por bastante tempo, ou até mesmo não pode ser só uma fase da vida, afinal as pessoas não falam isso né? “Calma é só uma fase da vida, vai passar” É irônico eles não percebem. Se é só uma fase, porque não passa? Eu não sou fraca, cada dia que passa é uma luta diferente, uma luta na qual ninguém torce por mim e nem ao menos me dá uma mão amiga. Não é fácil para mim. Me olho no espelho e vejo aquela imagem nítida e horrível de uma pessoa que está cansada mas que não sai por ai distribuindo tristezas, muito pelo ao contrário. Todas as noites meu travesseiro encharca de lágrimas, minha pele sofre as consequências e o sangue escorre, porém, ninguém sabe ou entenderia os meus motivos. Ninguém entende o porque que eu estou fria ou porque eu não sinto mais tanto amor por ninguém e sempre que me perguntam, eu sempre respondo o tão famoso “Não foi nada, estou bem” e disso desistem de mim, de saber a dor que eu sinto, o vazio que está em mim.Eu fico ali quietinha em meu cantinho mas na verdade eu quero alguém ali comigo, alguém que me preencha ou ao menos me dê um sinal de afeto. É uma solidão misturada com carência e tristeza e precisar de alguém para que me ajude não é legal ...
 —  Por fim ninguém está comigo !*

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