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segunda-feira, 8 de julho de 2013

 E nesse período trágico, meu coração passou por uma reabilitação na clínica do meu quarto, foi muito difícil a desintoxicação da sua presença, do toque das suas mãos, do jeito, beijo, cheiro, voz, manias, carícias, palavras, abraços. Os seus sentimentos iam saindo de mim através de calafrios, as náuseas não acabavam, a dor abdominal era semelhante à dor da alma, eu queria mesmo era sair do meu corpo como se troca de roupa, pois os efeitos colaterais que você deixou me faziam tão mal; Eu cortei meu remédio de um dia pro outro, eu não tinha mais onde procurar o remédio e aquilo me deixava em estado de choque. Foram noites sem dormir, dias sem comer, quilos que perdi, além de você. Minha saúde quis ir junto contigo, não entendi porque tudo estava me deixando. Confesso que ‘tudo’ foi exagero meu, mas é que quando se tratava da gente, tudo era exagero, meu amor era exagerado e com tanto amor pra dar eu não tinha o que fazer, engoli, esse era meu remédio a partir daí, não fazia efeito nenhum, por meses eu fiquei surtada em segredo, não tinha o que fazer. O tempo quis me ajudar, ficou com dó de me ver naquele estado e me deu remédios, disse que eu tinha 24 remédios por dia, e às vezes 30 remédios por mês, se precisasse eu teria 365 remédios no ano, mas que a cura era o meu amor, que de tão exagerado, sobrou e eu tive que engolir. É, funcionou, hoje eu me amo, hoje eu não sinto sua falta, eu confesso que me amo, e confesso que a falta de memória foi um dos fatores que me ajudaram, hoje você pra mim não foi um grande amor ou uma louca paixão, você era uma doença, um vicio que demorou pra passar !*

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